Quando a bagagem é pequena podemos reclamar da falta ou aproveitar a leveza. Quando a música toca, podemos reclamar por não termos par ou dançarmos abraçados com nós mesmos. A solidão não é tão dominadora assim, na verdade, ela é imaginária. Não há falta que a própria presença não supra. Quando o mundo desaba sobre as nossas cabeças, podemos agradecer pelo coração ainda bater, ou então, desistir de tudo. Para cada coisa há uma benção e um desastre. É só olhar com outros óculos, é só mudar o ângulo.